Educação Financeira para a Família

Posted By on jan 29, 2015 | 0 comments


Educação Financeira para a Família

Educação financeira para a familia é tudo

Evitando ou saindo de situações de risco!

Impulsionadas por planos econômicos e fomentos governamentais motivadores do consumo e do crédito, as famílias  estão gastando mais. É verdade que muitas saíram de condições indignas para figurarem melhor na pirâmide das classes sociais. Contudo, grande parcela da população está inadimplente e sem saber por onde começar a organizar a vida financeira. Mas é possível sair dessa ou evitar tal situação por meio de uma educação financeira familiar. Saiba mais!

A evolução na forma de consumir e suas mazelas

Nas últimas décadas o mundo evoluiu sobremaneira em termos de avanços práticos e tecnológicos. Esses avanços trouxeram muitas vantagens, principalmente para o campo das comunicações. Mas áreas como da informática, medicina, indústria, comércio e finanças também prosperaram muito.

As famílias brasileiras, assim como as de alguns outros países com particular similaridade sentiram ainda mais as mudanças ocorridas, pois paralelamente à elas também aconteceu uma grande abertura de mercado. Novos produtos, serviços e linhas de crédito disponíveis, que até então eram escassas, bem como modernas formas de consumo. Mas será que esse quadro aparentemente tão positivo está proporcionando uma vida financeira saudável, ou é necessáriocorrigir rumos e adequar hábitos para uma melhor e mais consciente qualidade de vida?

Educação financeira na familia

Os planos econômicos que também estimularam o consumo evidenciaram um aquecimento incomum em todo o tipo de comércio. Muitas pessoas estão adquirindo bens que até pouco tempo julgavam impossível. A casa própria, o carro zero, a viagem dos sonhos,eletrodomésticos e móveis novos, curso superior e tantas outras possibilidades que por vezes estão distantes apenas da digitação da senha do cartão ou a aprovação em um crediário, sendo que também em muitos casos ficam espaçadas por apenas um clic para a compra online ser feita.

Depois de uma enxurrada de crédito fácil, vem as prestações da casa, do carro, os sucessivos pagamentos mínimos das faturas de cartões, as parcelas do crédito pessoal sendo debitadas na conta ou o cheque especial sendo utilizado como último, e mais caro “recurso”.

educação financeira para familia

Otimizando o orçamento familiar e saindo do vermelho

Existem algumas premissas relevantes quando o assunto é educação financeira familiar. As dicas que seguem são extremamente simples e já conhecidas de muitos. Partindo de um princípio elementar podemos considerar que tanto servem para quem está de fato “endividado”, tanto quanto para quem deseja consumir conscientemente e mais do que isso: otimizar seu orçamento familiar criando reservas econômicas para crescimento pessoal e familiar.

Para uma eficaz educação financeira familiar algumas ações, dependendo do grau de necessidade, devem ser tomadas:

  • Conscientização

Muitas vezes a “água já está no pescoço” e o fato está sendo menosprezado. Se a família chegou ao ponto de ter dificuldades para o pagamento de despesas como: energia elétrica, água, gás, aluguel e outras até menos importantes, como telefone, internet e tv, então o caso deve ser tratado com muita seriedade. Não deve haver desespero mediante ameaças de instituições credoras, pois muitas vezes existe um “blefe” exagerado. O pai de família, ou a mãe, se caso for, deve imediatamente parar e refletir, primeiramente se conscientizando sobre o momento presente. Em seguida a família deve ser comunicada e envolvida na solução do fato. Uma vez que existindo o entendimento necessário é momento de ajustar hábitos e costumes imediatamente, a fim de dar novos rumos às finanças. Todos devem entender e comprar a ideia!

  • Prioridades

Considerando uma família que já está em processo avançado com problemas de dívidas, deverá existir uma escala de prioridades:

-Todos os gastos passíveis de corte devem ser anulados, lanches, jantares, cinema, bar, cafezinho e tantos outros, incluindo internet e telefone, se eles não forem fontes de renda;

-As despesas fixas devem ser evidenciadas e priorizadas. Energia elétrica, água e aluguel são despesas que garantem dignidade à família e dificilmente poderão ser renegociadas. Assim como as compras no supermercado, que devem ser muito bem avaliadas e feitas sem excesso algum, pois são de subsistência familiar.

  • Renegociações

Juros correntes em débitos com crediário, cartões, empréstimo pessoal e principalmente cheque especial são muito maiores que os praticados em renegociações diretas com clientes inadimplentes. Portanto congele tudo! Primeiramente faça a seguinte conta: renda familiar – (menos) gastos com despesas fixas, alimentação, transporte e despesas imprescindíveis.Do valor restante, deve ser “reservada” uma margem para possíveis inesperados, sendo que a outra parte da sobra deverá ser utilizada para pagar mensalmente as renegociações a serem firmadas.

-Dirija-se às lojas, aos bancos e ligue nos números gratuitos das financeiras de cartões e solicite a melhor proposta de renegociação, sem juros, ou com juros mínimos, maior prazo possível com menor juro e etc.

-Quando estiver em posse dos valores mensais oferecidos pelas empresas para as renegociações verifique se podem ser pagos com o valor que você estipulou. Mesmo que já seja possível, tente renegociar para menores parcelas, menores juros e maior prazo e feche negócio. Sempre lembrando que deve haver uma “reserva” para inesperados.

-Se os valores mensais resultantes das renegociações não forem adequados à sua possibilidade atual considere a venda de algum bem, como carro ou moto, ou algo que não interfira em seus rendimentos e a falta não venha a causar mais gastos, ou até mesmo a mudança de moradia. Enquanto isso não acontece, procure firmar as renegociações de menores valores primeiro e quando quitadas passe para as subsequentes.

Educação financeira para a familia

Observação importante: se você tem intensão de continuar com um relacionamento financeiro, principalmente com bancos estatais, para a aquisição de casa financiada ou outro tipo de bem, se atente para o fato de que os bancos dão grandes “descontos” nas renegociações, esses descontos são considerados prejuízos e ficam constando nos bancos de dados internos, ou seja, o nome sai dos órgãos de proteção ao crédito, mas será bastante complicado um novo relacionamento creditício com o mesmo banco, então vale a pena se informar “muito bem” no momento de fechar o acordo, ou esperar um pouco.

  • Controle

Estando ou não em situação que denote risco de colapso nas finanças as famílias devem ter um controle, uma planilha de rendimentos e gastos. Tais planilhas são facilmente encontradas na internet e podem ajudar muito. Nelas deverão ser lançados os valores líquidos da renda familiar, bem como os gastos mensais. Uma vez a conta fechada por um período, preferencialmente um mês, é possível verificar e colocar metas para o próximo mês, até no que se refere a gastos simples como: energia elétrica, água e telefone.

  • Reserva para retomada do crescimento

Após a situação estar regularizada, ou equilibrada, com o crédito já normalizado, sem pagamento de juros, com um controle mensal adequado, bem como ter conseguido resistir às tentações de consumo, faça pequenos investimentos mensais, inicialmente 10% ou 20% da renda em uma poupança. Depois, com algum tempo, quem sabe um investimento mais arrojado?

Tenha o hábito de comprar à vista, evite cartões de crédito, a não ser para algo que realmente seja interessante, pague o total da fatura, não utilize cheque especial, faça o dinheiro trabalhar para você aos poucos e principalmente… gaste menos do que ganha!

Pequenas ações de economia podem evitar grandes hábitos perdulários e uma correta educação financeira familiar para evitar ou sair de situações que tiram o sono.

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